quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Olhos de Menina no Mar


Pela fina areia que faz companhia ao mar, as suas pegadas não voltam mais. Devoradas pelas velozes ondas, levam ventos, levam pensamentos.
De humildade e silêncio chegou, e até à água profunda mergulhou. Lavou pensamentos e sentiu que afinal o sal que as lágrimas soltas queimam mais que o sal do mar que cura.
A espuma é o espelho da mágoa das dores velhas por sarar... Mas é especial a menina, e um dia vai curar!
Cala a sua voz em injustiças, e sussurra no seu canto aos cavalos marinhos.
A canção que canta é composta pelo fundo escuro do mar, e as cordas da viola partiram por não querer mais nesta dor acreditar.
Mas não desiste a menina! Teima suas pegadas na areia gravar.
O mar conhece-a como mais uma moradora, ela conhece o mar como o melhor amigo e ouvinte.
Não fiques aí no refúgio da tua da própria solidão! Vai em busca de um barco sem vela, porque melhor que ninguém sabes o quão o vento te trama.
A voz antiga da atitude é o azul que confunde o mar do céu!
Vestida de sal de algas, senta-te num coral, que os habitantes das profundezas te irão encaminhar...

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