domingo, 11 de dezembro de 2011

Sentidos de Vida


Quando o meu sentido de amor estava prestes adormecer, aparece algo ou alguém no meu caminho para que os meus obstáculos mudem todo o sentido da meta!
Aquele ingrato coração não tinha já noção do que poderia ser amor... era já uma canção desesperada, que desafinava todas as memórias  e via os cometas do céu como um castigo de não poder ser amada!
Mas porquê? Porque aparece tudo nos meus sonhos e faço dos teus planos os meus sonhos?
Quero ser independente deste sentimento.
Quero ser eu, sem saber porque vivo para ti.
Quero descobrir de novo o meu coração abandonado, como contos infantis de histórias fantasiadas.

Quero reacreditar na magia, e dançar num palácio onde tudo se transforma por sentimento, sem amargura e memórias que encolhem o coração a restos despedaçados.
Deixa-me levar por esta brisa leve, e acreditar em desejos de coisas impossíveis.
Deixa-me acreditar que a vida ainda pode mostrar-me um lado apaixonante que pode moldar os meus piores defeitos.
Deixa que num dia de chuva o sol possa brilhar, deixa que o Sol apareça entre as lágrimas do céu para que tudo se transforme em doçura de arco-íris!
Deixa que a minha leve loucura me leve a viajar dentro de mim e me faça descobrir que afinal não estou perdida, que apenas preciso de sentir a dor para um dia a conseguir suportar.

Não há terapia, não há remédio, não há álcool, não há tempo que cure a verdadeira magia de um verdadeiro amor...
Nada é eterno.
Mas a magia de um verdadeiro amor permanecerá eternamente, nem que seja em formato de memória. E é isso que nos faz seres humanos. É isso que molda toda a nossa estrutura do presente e futuro, das acções e racionalidade: os sentimentos! Quer eles sejam bons ou maus. A inconstância deles mesmos irá um dia trazer-nos a nossa própria estabilidade.

Basta sabermos gerir bem a magia de algo que liga o nosso coração à nossa mente: não é a nossa capacidade de amar, não é a nossa capacidade de raciocinar ou de resolver problemas. É a capacidade de gerir o passado, presente, de conjugar os nossos defeitos com os outros para que sejamos inseridos nesta sociedade que está banalizar o acto de amar!
Que está perder a magia de todos os actos.
O acto de beijar, sorrir, partilhar...
Está perder a magia de viver!

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