segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vive o Tempo em vez do Homem


Uma estrutura estremece: Relógio sem Tempo.

É o Tempo que vive, enquanto os homens se esquecem deles mesmos!

“Não tenho Tempo!” não é falta de Tempo. É a frustração de viver sem paz!

Não ter paz desgasta o tempo que os homens têm para eles e para o Mundo.

Homens no Tempo, redutos de “estar sendo”, enquanto tudo lhes passa ao lado e agem como espectadores de vivos e dos mortos se tratassem.

Ainda bate um coração dentro deles e não param para reflectir que amanhã sim… aí podem não ter mesmo Tempo.

Não necessitam de correrias, mas precisam de se aligeirar hoje e agora na sua condição humana.

É o Tempo que vive. É ele que refresca a sede às plantas enquanto o Homem as pisa.

Usam tudo como se um tapete se aplicasse, neste chão pouco sólido que usam como passadeira da Vida…

Passa tudo ao lado, por se convencerem que não têm o Tempo necessário.

É necessário parar estes homens no Tempo e arranjar-lhes segundos para repensarem nos poucos momentos que têm Tempo para um simples sorriso ao que lhes rodeia…

Não se deve parar para pensar, deve-se pensar em parar para ser realmente Feliz!

Faz-se Silêncio, quando se pára para ouvir o Tic Tac dos segundos palpitar, surgindo uma vaga de nostalgia, apenas por se ter conseguido Tempo para o fazer…

E na dura escuridão deste sentimento, emerge um uivo agreste espantando os eu estrondoso Silêncio de ser aborrecido "ter Tempo"…

O Homem morre, o Tempo fica para os que nascem sem Tempo!

Em momentos não de vazio, mas de “nada”… com pouco Tempo.

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