segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Num Olhar

Na liberdade de um dia acordar e ter coragem de enfrentar o céu, quando havia há muito tempo que negava ver o brilho das estrelas…

 

Escondia-se por detrás da noite escura e fria, quando apenas faltava motivação, e segurança!

Essa tinha de vir de dentro para fora, lá bem no fundo da alma, mas estava tudo fora de sítio.

Até o olhar mudou.

O sorriso, esse já nem existia…

Precisava de ser salva, essa alma! Precisava que lhe devolvessem os sonhos, e sobretudo a Vida!

Escolheu a solidão como refúgio, e o cansaço pela vida foi-se apoderando pouco a pouco.

Os olhos são mesmo a janela da alma, e farta do delírio do desespero, libertou a sua alma de pássaro, voou e encontrou-se com um ser vestido de branco, onde sem lhe falar lhe disse:

“Tira as mãos dos olhos e não penses mais nisso!”

O seu coração foi sacudido por uma corrente eléctrica, naquele momento.

Porque afinal os anjos existem!

E enquanto houver um horizonte para avistar, enquanto houver ventos e marés, essa alma viverá… E não vai parar na escravidão daquilo por que precisa: não é só vida, não é só felicidade. São sonhos, e esses são tão fúteis, ou tão irreais!

Abriu os braços, sentindo o vento da liberdade, e disse para o anjo: “Enquanto houver estrada para andar, não pararei de caminhar… e isso não será possível se eu parar de sonhar!”

Naquele minuto um olhar resumiu uma vida, da vida dele, da vida de qualquer pessoa que espera, sonha e busca o seu caminho debaixo do sol.

Naquele minuto de troca e partilha estavam todos os momentos de alegria que vivi presentes… num simples olhar!

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