segunda-feira, 24 de março de 2014

Seres Ausentes

Cheira-me a Sol escondido, a estrelas queimadas, a chuva envergonhada.
Cheira-me a pessoas desesperadas, a almas perdidas… cheira-me a corpos escondidos, e a cérebros baralhados.
Cheira-me a amores proibidos, a sabores negados e a aromas abafados.
As pessoas andam de mãos dadas com os medos, e tropeçam nos sonhos negados por seres demasiado ambiciados!
Os olhos abdicam-se de sensibilidade, e os lábios esquecem-se de beijos apaixonados.
As pernas andam pela obrigação da rotina, e os cabelos, esses andam da beleza envergonhados!
O coração bate fraco, e as veias débeis não sentem a corrente da energia da felicidade.
Não existe adrenalina de viver, não existem meios de sentir.
Seres andantes, máquinas funcionantes!
Para que querem vocês serem chamados de seres humanos?
A boca serve para comer, já nem considera saborear.
O coração serve para exercer, o medo para expectar…
 
… E  o sonho? … Esse, já só serve para dormir. Dormir da rotina cansada em que o único abrigo do pesadelo é pensar que os olhos vão-se agora deste dia fechar.
 
PatríciAntão

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